Por: Redação / Análise de Mercado
Fonte Original dos Dados: IBGE / Caixa Econômica Federal
O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), divulgado pelo IBGE, registrou uma variação de 0,30% em setembro de 2026. O resultado aponta para um desaceleramento de 0,14 ponto percentual em relação ao mês anterior (que havia cravado 0,44%), representando a taxa mensal mais baixa registrada desde maio deste ano.
Com esse resultado, o acumulado em 12 meses recuou levemente para 6,81% (contra 7,03% em agosto). No entanto, a variação acumulada no ano avançou, alcançando 5,72%.
O custo médio nacional da construção por metro quadrado fechou o mês em R$ 1.999,73 — ficando a apenas R$ 0,27 da marca simbólica de R$ 2.000/m². Do total por $m^2$:
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Materiais: correspondem a R$ 1.127,17 (alta de 0,28% no mês).
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Mão de Obra: corresponde a R$ 872,56 (alta de 0,33% no mês).
Raio-X dos Custos: O Que Mudou em Setembro?
Tanto os custos de insumos/materiais quanto a mão de obra apresentaram desaceleração em relação a agosto. Contudo, no balanço do ano, o custo do trabalhador continua sendo o principal fator de encarecimento na construção civil, acumulando 7,31% de alta em 2026, contra 4,54% dos materiais.
Panorama Regional: Centro-Oeste Puxa as Altas
A variação regional em setembro foi extremamente heterogênea. O Centro-Oeste liderou isolado o índice nacional com alta de 1,34%, impulsionado principalmente pelo estado de Mato Grosso (+3,34%) — a maior variação estadual do país no ano —, fruto de reajustes decorrentes de convenções coletivas de trabalho.
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Centro-Oeste: +1,34%
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Nordeste: +0,32% (com destaque para Alagoas: +1,84%)
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Norte: +0,16%
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Sudeste: +0,14%
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Sul: +0,07% (forte desaceleração após liderar os aumentos em agosto com 1,15%)
Principais Flutuações de Preços no Mês
Para orçamentistas, engenheiros e gestores de obras, a tabela do SINAPI de setembro trouxe movimentações atípicas em famílias específicas de insumos hidráulicos e de infraestrutura.
🔴 Maiores Elevações no Acumulado (12 Meses)
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Transporte de Materiais no Canteiro: +33,5%
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Limpeza de Obra: +31,0%
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Instalações em Cobre: +30,5%
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Assentamento de Tubos de Esgoto (PVC/PEAD): +28,0%
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Graute e Armação: +24,4%
Atenção em Projetos de Redes Coletoras: A família de assentamento de tubo de PVC corrugado de dupla parede para esgoto teve reajustes significativos em setembro. O tubo DN 300 mm (Composição 90743), por exemplo, acumula alta expressiva no ano, exigindo revisão imediata em planilhas orçamentárias abertas para redes de esgotamento sanitário.
🔵 Variação Antagônica na Linha Hidráulica Predial (PVC)
Um movimento curioso marcado em setembro foi a reestruturação da família de conexões e tubos de PVC soldável:
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Bitolas Grandes (DN 50 mm): Registraram altas mensais de até +35% (Tê de Redução, Joelhos e Luvas).
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Bitolas Pequenas (DN 20 mm e 25 mm): Registraram quedas expressivas entre -18% e -26%.
Essa divergência em um mesmo tipo de material reforça a importância de não aplicar índices gerais de reajuste em orçamentos hidráulicos, sendo indispensável a atualização item a item.
Manutenções na Tabela e Licitações Públicas
A atualização de setembro trouxe 734 manutenções na tabela SINAPI (sendo 635 alterações em composições existentes, principalmente ajustando coeficientes e descrições).
Apenas 8 composições foram desativadas, mantendo um padrão de estabilidade para acompanhamento de contratos e obras públicas regidas pela Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações). No Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), mais de 30 mil licitações mapeadas já utilizam as referências atualizadas do sistema.
O Que Esperar para os Próximos Meses?
A desaceleração geral dos índices traz um momento de relativa estabilidade nos insumos básicos e na mão de obra para a maior parte das regiões do país (como Sudeste e Sul). Contudo, a atenção deve ser redobrada no planejamento financeiro de obras que utilizam intensivamente mão de obra no Centro-Oeste ou em projetos que envolvam tubulações hidráulicas e infraestrutura pesada.
Para consultar a tabela completa por estado e as tabelas desoneradas/oneras de encargos sociais, acesse os relatórios oficiais divulgados pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal.


